sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desmame



O que é o desmame?
É o processo pelo qual o bebê deixa de se alimentar através do aleitamento materno e passa a receber todos os nutrientes de que precisa através de outras fontes alimentares.

Algumas mães preferem escolher o momento para parar de amamentar, enquanto outras deixam a decisão nas mãos do bebê. Os especialistas recomendam que o desmame seja feito por vontade da criança, a qual, segundo eles, dará sinais de que está pronta (física e emocionalmente) para deixar de mamar. Quando motivado pela mãe, o desmame requer muita paciência e pode levar algum tempo. Esse tempo varia muito de criança para criança, mas pode se estender de algumas semanas apenas a até seis meses.

Desmamar uma criança não deixa de ser como uma longa despedida cheia de emoções misturadas -- às vezes dolorosas, às vezes liberadoras. O importante é que o desmame não signifique o fim da intimidade que você estabeleceu com seu filho durante o aleitamento. Você só terá que substituí-lo por outras formas de carinho. Se a hora da mamada servia para confortar o bebê, procure ler ou cantar para acalmá-lo.
Quando devo começar o desmame?
Se puder, não estabeleça um calendário fixo para deixar de amamentar. Procure observar se seu filho já dá sinais de que está pronto para isso. Observe se ele demonstra menos interesse pelo peito, se já substituiu algumas mamadas por outros tipos de alimentos ou até se prefere brincar. Você, melhor do que ninguém, saberá julgar.
Como faço para desmamar meu bebê?
Vá devagar. Os especialistas aconselham a não parar de amamentar de repente, porque a experiência pode ser bastante traumática para a criança e nada confortável para você. Passar, por exemplo, um fim de semana longe do seu filho não é uma boa forma de encerrar o aleitamento, já que poderá deixá-la com seios cheios demais e até levar a uma mastite.

Se o bebê não mostra sinais de que está pronto para parar de mamar, o desmame possivelmente será enfrentado com resistência. Tente ser paciente. Lembre-se de que a amamentação não é somente fonte da nutrição da criança, é também de conforto. Tendo isso em mente, o melhor a fazer é ajudar o bebê a se ajustar à nova rotina. Você pode experimentar os seguintes métodos:

Só ofereça o peito quando seu filho demonstrar interesse. Se o bebê estiver distraído na hora da mamada ou se abocanhar o peito por segundos apenas, pode ser que esteja indicando que é um bom momento para parar. Pule uma mamada e veja o que acontece. Dê leite em um copinho ou na mamadeira. Você pode tirar seu próprio leite ou dar uma fórmula infantil (no caso de crianças maiores que 1 ano, o leite de vaca integral também pode ser oferecido). Ao ir perdendo uma mamada por vez, a criança tem tempo para se adaptar às mudanças. Sua produção de leite também vai diminuir gradualmente, sem deixar os seios ingurgitados ou com uma possível mastite (inflamação mamária).

Atrase as mamadas. Tente adiar as mamadas se estiver amamentando só de vez em quando. Quando seu filho pedir o peito, diga que não chegou a hora ainda e procure distraí-lo. Este método funciona bem com crianças um pouco mais velhas, com quem é possível tentar argumentar. Em vez de dar de mamar no começo da noite, espere até a hora de dormir.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cafeína e amamentação



Se eu consumir cafeína, ela vai para o leite? Vai afetar o bebê?
A cafeína entra sim em sua corrente sanguínea, e uma parte acaba indo parar no leite materno. Ainda estão sendo realizadas pesquisas para definir qual é o limiar máximo ideal para o consumo de cafeína, mas já se sabe que a ingestão de mais de 400 mg de cafeína por dia faz mal. Por isso, é melhor restringir o consumo de cafeína ao máximo de 300 mg (mais ou menos quatro xicrinhas de café expresso) na fase de amamentação.

Uma dose pequena de cafeína (como num copo de refrigerante, uma xícara de café ou de chá por dia) não vai afetar nem mãe nem bebê, mas uma quantidade maior que essa pode deixar você, ele ou vocês dois agitados, irritados ou com dificuldade para dormir. Vale lembrar que a sensibilidade de cada pessoa à cafeína varia muito. Você ou seu bebê podem ficar mais agitados com uma pequena dose, ou ser mais resistentes.

Se você não consegue viver sem um café, faça o máximo esforço para tomar pelo menos oito copos de água por dia (algo que é essencial para quem está amamentando, tomando cafeína ou não).

Se você observar que seu bebê está agitado, irritado ou com dificuldade de dormir, experimente passar alguns dias sem tomar bebidas com cafeína para ver se a situação melhora. Se melhorar, vale a pena fazer o sacrifício e cortar a cafeína até que o bebê tenha deixado definitivamente de mamar.
Como vou saber quanto de cafeína há nas bebidas e comidas?
No Brasil, os rótulos das bebidas e dos alimentos não trazem a quantidade de cafeína presente. A tabela abaixo mostra alguns exemplos de alimentos e bebidas que contêm a substância.

É importante lembrar, porém, que as quantidades são variáveis. O cafezinho pode ser mais forte ou mais fraco, o chocolate, mais amargo ou mais doce (o mais amargo e escuro tem mais cafeína). O chimarrão, o chá preto e o chá verde têm mais cafeína, nessa ordem, que o chá mate e os chás de ervas.
Item Quantidade Cafeína
Cafezinho coado 1 xícara de 50 ml 25-50 mg
Cafezinho expresso 1 xícara de 50 ml 50-80 mg
Café instantâneo 1 xícara de 80 ml 60-70 mg
Capuccino 1 xícara de 80 ml 80-100 mg
Café descafeinado 1 xícara de 50 ml Menos de 5 mg
Chá coado 1 xícara de 180 ml 30-100 mg
Chá gelado em lata 1 lata de 355 ml 70 mg
Chá preto de saquinho 1 xícara com um saquinho 10 mg
Refrigerantes à base de cola 1 lata 30-60 mg
Refrigerantes diet e light à base de cola 1 lata 40-70 mg
Refrigerantes à base de guaraná 1 lata menos de 5 mg
Refrigerantes à base de limão 1 lata 0 mg
Bebidas energéticas 1 lata de 250 ml 80 mg
Chocolate 60 g 10-50 mg
Analgésico contendo cafeína 1 comprimido 30-65 mg

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Brotoeja



O que é brotoeja?
Se o bebê aparecer com uma erupção de pele bem vermelha no pescoço, debaixo dos braços ou na região da fralda, não se assuste: devem ser apenas brotoejas.

A brotoeja surge devido ao calor, em áreas do corpo onde há muito contato com a roupa, como o peito, a barriga, o pescoço, a virilha e o bumbum. Se a criança usar chapéu ou boné, a brotoeja pode aparecer até no couro cabeludo e na testa, e de vez em quando também no rosto (com frequência junto com a dermatite atópica, ou às vezes confundida com ela).
Há algum perigo na brotoeja?
Não, mas ela é sinal de que a criança está com calor demais. Se ela não se refrescar, pode ter problemas mais sérios, como a insolação.
O que provoca a brotoeja?
Quando faz calor, a criança transpira para diminuir a temperatura do corpo. A brotoeja aparece quando o suor entope os poros da pele e fica impedido de sair. (Os bebês novinhos ficam especialmente propensos às brotoejas porque seus poros são menores.)

O uso de roupas apertadas ou quentes demais também pode colaborar para o acúmulo de suor, agravando a irritação. A brotoeja também pode aparecer quando o bebê tem febre, porque ele transpira mais.
A criança sente dor?
A brotoeja não costuma doer, mas pode coçar bastante.
Qual é o tratamento?
Antes de tudo, refresque seu filho. Afrouxe ou tire as roupas dele e o leve para um ambiente arejado e à sombra. Em seguida resfrie as áreas afetadas com paninhos molhados. Um banho bem fresquinho, até com maisena na água, pode ajudar. Em vez de secá-lo com a toalha, deixe a pele secar sozinha. Deixar a criança pelada por algum tempo também pode ajudar.

Não passe cremes sem a orientação médica, e muitíssimo cuidado com o uso de talco. O talco tem partículas muito finas que podem ser inaladas por acidente pelo bebê, ficando presas nos pulmões dele.

Prefira maisena ou produtos à base de maisena, não de talco, porque o pó do amido de milho tem partículas maiores. Mesmo assim, não passe nenhum pó perto do rosto do bebê e mantenha o recipiente fora do alcance das mãozinhas dele.

Não use amaciante nas roupas do bebê, preferindo apenas o sabão de coco.
Como evitar as brotoejas?
Mantenha a criança sempre fresquinha no calor, com roupas leves e largas. Embora não haja provas de que um tipo de tecido seja melhor que o outro, os dermatologistas preferem fibras naturais como o algodão, em vez de roupas sintéticas.

Sempre que o bebê estiver suando é sinal de que está com calor demais. Mantenha-o à sombra, num lugar arejado, e dê bastante líquido para ele não correr o risco de desidratar.
Evite o uso de amaciante na lavagem das roupas do bebê.
Preciso levar meu filho ao médico por causa da brotoeja?
Só se ela vier acompanhada de febre alta (acima de 39 graus Celsius), ou se a erupção não melhorar depois de três dias.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

BANHO NO BALDE



O Balde-Ofurô é uma opção diferente para o banho do bebê, porque oferece uma oportunidade de relaxamento através da imersão na água, a exemplo dos banhos de ofurô.
A água quente (37 a 38ºC) é relaxante, analgésica e organizadora, imita o ambiente intra-uterino e permite melhora nos estados de agitação, insônia e cólica dos bebês.
Os banhos podem ser dados desde o primeiro dia de vida até quando o bebê ainda couber (4 a 6 meses de idade). Não é necessário o uso de outro tipo de banheira. Nas primeiras semanas é preciso ajuda para que um adulto segure o bebê e o outro passe sabonete. Depois de um tempo o bebê fica mais firme e uma só pessoa pode dar conta.
Se for de preferência dos pais, o bebê pode usar o ofurô só para relaxar, depois de um banho na banheira tradicional. O bebê pode ser banhado embrulhado (se for só para relaxamento) ou nu (se for feita a higiene também).
OBS:
ESPECIALISTA INDICAM O BANHO NO BALDE É MAIS ANATÔMICO, SIMULA O ÚTERO MATERNO E DIMINUI O DESCONFORTO DO BEBÊ

domingo, 18 de julho de 2010

Meu filho é bem pequeno mas já parece bravo. É possível que isso seja assim mesmo?


Sim, é possível, embora não seja a mesma raiva que os adultos sentem. Antes dos 6 meses, as crianças não chegam a ter variações de humor, tendendo simplesmente a chorar por fome, sede, cansaço, desconforto (fralda molhada ou suja, frio ou calor) e dor. Porém, à medida que crescem, novas emoções vão aparecendo, incluindo a frustração.

"É exatamente a partir daí que os limites precisam começar a ser colocados, pela própria segurança do bebê", afirma o médico Fábio R. Picchi Martins, que tem mais de 25 anos de experiência na área de pediatria. Segundo ele, se isso não ocorrer, "estamos condicionando a criança a ter suas solicitações sempre feitas dessa maneira (através do choro ou da birra)".

Ao contrário das crianças um pouco mais velhas, braveza e frustração em bebês costumam ser evitáveis ou facilmente contornadas.

Se o seu filho parece chateado com algum brinquedo, tente trocar por outro; e se ele ficou bravo porque você não o deixou brincar com seu celular, pegue-o no colo e leve até perto da janela para ver o movimento da rua. Há sempre uma boa chance de que uma mudança de atividade acalme a criança -- lembre-se de que, nesta idade, dificilmente um bebê permanece mais que cinco minutos com o mesmo brinquedo.

Outro problema que pode gerar alterações de comportamento é a falta de rotina. Atrasos no horário de dormir ou comer podem transformar qualquer anjinho na criança aparentemente mais brava do mundo.

E veja se naquele horário do fim da tarde, quando sempre dá a impressão de que tudo piora, o bebê não está se comportando mal por ter sido estimulado demais durante o dia ou ter tido o soninho encurtado pela presença de visitas na casa.

Sinais de frustração também tendem a aparecer quando o bebê está prestes a alcançar um novo marco de desenvolvimento, como sentar ou engatinhar, mas ainda não chegou lá.

Pode ser que ele tente pegar um brinquedo do outro lado da sala e não consiga, gerando algum tipo de reclamação, quer seja o choro ou uma cara muito brava!

Certifique-se apenas de que seu filho não está constantemente irritado porque isso pode ser sinal de cólica ou até outro problema que precisará de atenção médica especial. Vale a pena conversar com o pediatra se for algo que a esteja incomodando.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O bebê de 2 semanas


Como seu bebê está crescendo
Os reflexos, como chupar, fechar os dedos, piscar e direcionar a boquinha para mamar, continuam a ser fundamentais nesta semana. Às vezes o bebê vai perceber seu olhar e encarar de volta, por isso aproveite para dar um sorriso bem aberto, balançar a cabeça ou fazer algum gesto, já que esses momentos de interação ainda são fugazes.

Se seu filho está chorando ou ficando muito inquieto por mais de três horas por dia, e isso acontecer durante três dias consecutivos, pode ser que ele tenha cólica. De modo geral, 1 em cada 5 crianças vem a ter cólica a partir de duas a quatro semanas de vida. Não só elas choram sem parar como também ficam parecendo desconfortáveis.

Caso seu bebê apresente cólicas, junte toda a paciência que conseguir, porque as próximas semanas devem ser mais difíceis. Temos, porém, muitas dicas de como ajudá-la a lidar com essa situação. Lembre-se também de que a cólica vai passar.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Cera de ouvido



O que é normal e o que não é (0 a 1 ano)
Por que a cera se acumula no ouvido?
A cera de ouvido (também conhecida como cerume ou cerúmen) é uma substância natural que ajuda a manter o ouvido saudável. As glândulas ceruminosas que ficam no ouvido secretam a substância, que impede a entrada de poeira, sujeira e outras partículas prejudiciais no canal do ouvido, lubrificando o conduto auditivo e formando uma barreira contra a invasão por microorganismos. O cerume protege em especial da chamada otite externa (ou "otite de verão"), que é a infecção da pele do conduto auditivo, ou orelha externa.
Normalmente, a cera se acumula, depois resseca naturalmente e sai para o ouvido externo, onde é expelida. Isso quer dizer que o ouvido é "autolimpante". Às vezes, no entanto, a cera se acumula demais, e o corpo não consegue eliminá-la. Uma das razões pode ser o uso do cotonete, que acaba empurrando a cera que seria eliminada de volta para dentro, o que forma uma "rolha".
Em que casos a cera de ouvido se torna um problema?
Quando o canal do ouvido de uma criança fica entupido de cera, podem surgir problemas como:

• diminuição da audição devido ao bloqueio
• desconforto na região
• dor de ouvido
• presença de barulhos dentro do ouvido
• coceira

A cera de ouvido por si só não provoca FEBRE nem os distúrbios do sono associados às OTITE. Mesmo que haja cera no ouvido do seu filho, e que você desconfie que ela precise ser retirada, não faça isso sozinha. Não use cotonetes no bebê, a não ser para limpar a parte externa da orelha. Caso você ache que seu filho está com cera demais, converse com o pediatra ou marque uma consulta com um otorrinolaringologista.

Como distinguir o acúmulo de cera de uma otite?
Pode ficar difícil distinguir, porque um bebê com o ouvido entupido de cera pode esfregar as orelhas ou enfiar o dedo no ouvido, exatamente como se estivesse com uma infecção. Mas vale repetir que a cera sozinha não causa febre. O acúmulo de cera pode ser visto só olhando de fora. Pode haver também um muco amarelo ou marrom. (Quando há uma infecção, essa secreção é aquosa, ou purulenta, ou ainda com traços de sangue.) O ideal é levar o bebê ao médico para que ele o examine com os instrumentos adequados.

Como o excesso de cera é eliminado?
O uso de cotonetes é perigoso, pois pode provocar uma perfuração no tímpano, além de empurrar mais ainda a cera acumulada para dentro do canal do ouvido.

O melhor meio de limpar a parte externa da orelha do bebê, para não cair em tentação de limpar lá dentro "só um pouquinho" com o cotonete, é com uma fraldinha molhada.

Caso o pediatra ou o otorrino detectem excesso de cera no canal, farão um procedimento simples para soltar a cera e desentupir o ouvido. O processo não é doloroso, embora seu filho possa achá-lo desconfortável. A limpeza pode ser feita com soro fisiológico aquecido ou com pinças, com muito cuidado. Ela só deve ser feita por médicos especializados que tenham experiência com crianças.

Algumas pessoas têm mais tendência a apresentar o problema. Se o acúmulo de cera começar a se repetir com frequência com seu filho, o pediatra ou o especialista poderão orientá-la a tomar medidas de limpeza simples em casa.

Há algum meio de prevenir o acúmulo de cera?
A cera de ouvido tende a se acumular quando a pessoa está desidratada, portanto dê sempre bastante líquido ao seu filho.
OBS: POR ISSO DE SEMPRE O LEITE DO PEITO É O MELHOR LIQUIDO PARA PRENIVER DOENÇAS.