Mostrando postagens com marcador dificuldade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dificuldade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Exercícios para prevenção e controle da dor lombar na gestação


A prevalência de dor lombar durante a gestação varia de 50 até 80% das mulheres. As alterações hormonais, vasculares, o aumento de peso, as alterações posturais e a frouxidão ligamentar são algumas das causas das dores na região baixa da coluna. Alguns estudos tentam identificar os fatores de risco, sendo que os mais comuns são: dor lombar antes da gravidez e menor nível sócio econômico, sendo que este último está relacionado com movimentos repetitivos e carregar pesos.
Apesar de ser considerada comum, a lombalgia é um sintoma que, em grau maior, pode causar incapacidade motora, insônia, depressão, e podem impedir a gestante de levar uma vida normal. Como as dores podem provocar uma limitação importante na vida diária da gestante é um assunto que não deve ser negligenciado.
Levando em consideração que algumas pesquisas demonstram que mulheres que tem uma condição física melhor apresentam menor chance de desenvolver a lombalgia durante a gravidez, temos aqui mais um motivo para ter um estilo de vida ativo, mesmo que se inicie durante a gestação.
O fortalecimento muscular do abdome e coluna lombar, bem como o relaxamento da musculatura das costas ajudam na prevenção e diminuem as dores. No entanto, mudanças de hábitos como forma de dormir, levantar e carregar pesos também precisam ser revistos. Quando estes recursos não produzem efeitos positivos os medicamentos (prescritos pelo médico) e a fisioterapia poderão ser utilizados, além de cintas de sustentação do abdômen.
Como a dor lombar é um fator comum, se faz necessário o controle desta variável durante a execução dos exercícios, bem como as modificações de algumas posturas para não aumentar este desconforto. Os relaxamentos e massagens são técnicas que podem ser utilizadas durante as aulas. A hidroginástica também é uma boa atividade, pois a água produz um relaxamento natural, além de não provocar impacto nas articulações e diminuir os inchaços.
Algumas pesquisas relatam que as dores lombares também podem se manifestar no pós-parto, agora decorrentes dos cuidados com o bebê, pois a mãe adota algumas posturas inadequadas na troca de roupas, banho e amamentação. Sendo assim, os exercícios devem ser retomados assim que houver liberação médica, bem como modificar as posturas que prejudicam a coluna.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Posso deixar o bebê sozinho enquanto tomo um banho?

Se você precisa tomar um banho e está sozinha com o bebê -- acordado, ainda por cima --, o mais indicado é deixá-lo dentro do berço, um ambiente seguro para ele. Você pode colocar música ou uma historinha para tocar. Só deixe brinquedos para ele se distrair se tiver certeza absoluta de que não há partes pequenas que possam se soltar.

Mas há bebês que detestam ser deixados sozinhos e logo abrem o berreiro. Se o seu for assim, você pode partir para a alternativa de colocá-lo no carrinho ou num bebê conforto dentro do banheiro ou perto da porta, onde consiga vê-lo e falar com ele.

Caso leve o seu filho para dentro do banheiro, preste atenção para ver se não ficou nada perigoso ao alcance dele -- produtos de beleza em cima da pia, a lâmina de barbear, o desentupidor de privada.

Quando o bebê começa a engatinhar e a andar, a operação de tomar um banho sem outra pessoa para tomar conta fica mais complexa. O ideal é que você aproveite a hora da soneca para dar a escapada para o chuveiro.

E aproveite toda oportunidade, quando houver outra pessoa em casa, para tomar o seu banho. Não caia na armadilha de "pedir" ao seu companheiro se ele pode olhar o bebê enquanto você toma banho. Simplesmente comunique que ele tem de cuidar da criança porque você vai tomar sua chuveirada.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Como dar banho no bebê


A hora do banho pode ser muito gostosa, tanto para você quanto para o bebê, mas é bom prestar atenção em dicas de segurança:

• Não importa onde você vai dar o banho. Jamais, em hipótese alguma, deixe o bebê sozinho durante o banho. Prepare tudo que vai precisar com antecedência: toalhas, produtos de higiene, fralda limpa, roupas limpas. Se a campainha ou o telefone tocarem e você precisar atender de qualquer jeito, enrole a criança na toalha e a leve com você.

• Nunca coloque o bebê na banheira quando ela ainda estiver enchendo, com a torneira ou o chuveirinho abertos. A temperatura da água pode mudar, ou você pode se enganar na profundidade.

• Não é preciso ferver a água do banho, a não ser que você não tenha certeza da procedência ou que se trate de água de poço.

• No caso de usar misturador ou de esquentar a água no fogão, encha primeiro a banheira com água fria e depois misture a água quente, para não correr o risco de queimar o bebê. Misture bem as duas águas -- às vezes um lado da banheira fica mais quente que o outro. Esse tipo de queimadura é mais comum do que se imagina.

• Cuidado com a temperatura da água. Ela deve ficar morna, e não quente. Estudos mostram que a temperatura de 38 graus centígrados ajuda os bebês a controlar a temperatura do corpo.

• Para recém-nascidos e bebês de até 6 meses, coloque cerca de 13 centímetros de água (mais ou menos oito dedos), ou o suficiente para acomodar o bebê com água até os ombros. Muitas vezes o bebê chora no banho porque não está coberto o suficiente com água, e fica com frio. Se o bebê já ficar sentado, nunca o coloque com água acima da linha da cintura (na posição sentada).

• Ensine desde cedo seu bebê a sempre ficar sentado dentro da banheira, nunca de pé.

• Há bebês que amam o banho, e outros que já não são muito fã. Enquanto eles são pequenos, não é absolutamente necessário dar banho todo dia, principalmente se estiver muito frio. Mas médicos e pais concordam que um banho deixa o bebê fresquinho e tranqüilo. Quando as crianças começam a engatinhar, o banho diário se torna essencial. O cabelo não precisa de xampu especial, porque produz pouquíssima oleosidade.

• Não abuse de sabonetes e xampus. Use quantidades bem pequenas, para evitar que a pele do bebê fique ressecada e sensível. Prefira produtos criados especialmente para bebês, porque eles costumam ser menos agressivos. Um banho só com água já é suficiente para limpar um recém-nascido, a não ser que ele esteja muito sujo de cocô. Evite produtos com odores fortes e feitos para adultos.

• Não deixe o bebê mexer na torneira. Quando pequeno ele não vai nem conseguir virá-la, mas assim ele já vai se acostumando a não mexer. Esse conselho vale especialmente para banheiros com misturador, em que há uma saída só de água quente.

• Os recém-nascidos, em especial, perdem calor muito rápido e ficam com frio. Para que isso não aconteça, mantenha o ambiente aquecido, enrole o bebê numa toalha com capuz e o seque rápido, para depois colocar a fralda. Não deixe o bebê muito tempo sem roupa, e depois do banho deixe-o quentinho, numa manta ou com uma boa sessão de colo.

• Seque bem todas as dobrinhas, de preferência com uma fralda de pano ou uma toalha de fralda.

• Nunca, jamais deixe seu bebê sozinho no banho, nem por um segundo (é uma coisa tão importante que até colocamos duas vezes na lista). Um bebê pode se afogar em 2 centímetros de água -- e em menos de 60 segundos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cafeína e amamentação



Se eu consumir cafeína, ela vai para o leite? Vai afetar o bebê?
A cafeína entra sim em sua corrente sanguínea, e uma parte acaba indo parar no leite materno. Ainda estão sendo realizadas pesquisas para definir qual é o limiar máximo ideal para o consumo de cafeína, mas já se sabe que a ingestão de mais de 400 mg de cafeína por dia faz mal. Por isso, é melhor restringir o consumo de cafeína ao máximo de 300 mg (mais ou menos quatro xicrinhas de café expresso) na fase de amamentação.

Uma dose pequena de cafeína (como num copo de refrigerante, uma xícara de café ou de chá por dia) não vai afetar nem mãe nem bebê, mas uma quantidade maior que essa pode deixar você, ele ou vocês dois agitados, irritados ou com dificuldade para dormir. Vale lembrar que a sensibilidade de cada pessoa à cafeína varia muito. Você ou seu bebê podem ficar mais agitados com uma pequena dose, ou ser mais resistentes.

Se você não consegue viver sem um café, faça o máximo esforço para tomar pelo menos oito copos de água por dia (algo que é essencial para quem está amamentando, tomando cafeína ou não).

Se você observar que seu bebê está agitado, irritado ou com dificuldade de dormir, experimente passar alguns dias sem tomar bebidas com cafeína para ver se a situação melhora. Se melhorar, vale a pena fazer o sacrifício e cortar a cafeína até que o bebê tenha deixado definitivamente de mamar.
Como vou saber quanto de cafeína há nas bebidas e comidas?
No Brasil, os rótulos das bebidas e dos alimentos não trazem a quantidade de cafeína presente. A tabela abaixo mostra alguns exemplos de alimentos e bebidas que contêm a substância.

É importante lembrar, porém, que as quantidades são variáveis. O cafezinho pode ser mais forte ou mais fraco, o chocolate, mais amargo ou mais doce (o mais amargo e escuro tem mais cafeína). O chimarrão, o chá preto e o chá verde têm mais cafeína, nessa ordem, que o chá mate e os chás de ervas.
Item Quantidade Cafeína
Cafezinho coado 1 xícara de 50 ml 25-50 mg
Cafezinho expresso 1 xícara de 50 ml 50-80 mg
Café instantâneo 1 xícara de 80 ml 60-70 mg
Capuccino 1 xícara de 80 ml 80-100 mg
Café descafeinado 1 xícara de 50 ml Menos de 5 mg
Chá coado 1 xícara de 180 ml 30-100 mg
Chá gelado em lata 1 lata de 355 ml 70 mg
Chá preto de saquinho 1 xícara com um saquinho 10 mg
Refrigerantes à base de cola 1 lata 30-60 mg
Refrigerantes diet e light à base de cola 1 lata 40-70 mg
Refrigerantes à base de guaraná 1 lata menos de 5 mg
Refrigerantes à base de limão 1 lata 0 mg
Bebidas energéticas 1 lata de 250 ml 80 mg
Chocolate 60 g 10-50 mg
Analgésico contendo cafeína 1 comprimido 30-65 mg

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Brotoeja



O que é brotoeja?
Se o bebê aparecer com uma erupção de pele bem vermelha no pescoço, debaixo dos braços ou na região da fralda, não se assuste: devem ser apenas brotoejas.

A brotoeja surge devido ao calor, em áreas do corpo onde há muito contato com a roupa, como o peito, a barriga, o pescoço, a virilha e o bumbum. Se a criança usar chapéu ou boné, a brotoeja pode aparecer até no couro cabeludo e na testa, e de vez em quando também no rosto (com frequência junto com a dermatite atópica, ou às vezes confundida com ela).
Há algum perigo na brotoeja?
Não, mas ela é sinal de que a criança está com calor demais. Se ela não se refrescar, pode ter problemas mais sérios, como a insolação.
O que provoca a brotoeja?
Quando faz calor, a criança transpira para diminuir a temperatura do corpo. A brotoeja aparece quando o suor entope os poros da pele e fica impedido de sair. (Os bebês novinhos ficam especialmente propensos às brotoejas porque seus poros são menores.)

O uso de roupas apertadas ou quentes demais também pode colaborar para o acúmulo de suor, agravando a irritação. A brotoeja também pode aparecer quando o bebê tem febre, porque ele transpira mais.
A criança sente dor?
A brotoeja não costuma doer, mas pode coçar bastante.
Qual é o tratamento?
Antes de tudo, refresque seu filho. Afrouxe ou tire as roupas dele e o leve para um ambiente arejado e à sombra. Em seguida resfrie as áreas afetadas com paninhos molhados. Um banho bem fresquinho, até com maisena na água, pode ajudar. Em vez de secá-lo com a toalha, deixe a pele secar sozinha. Deixar a criança pelada por algum tempo também pode ajudar.

Não passe cremes sem a orientação médica, e muitíssimo cuidado com o uso de talco. O talco tem partículas muito finas que podem ser inaladas por acidente pelo bebê, ficando presas nos pulmões dele.

Prefira maisena ou produtos à base de maisena, não de talco, porque o pó do amido de milho tem partículas maiores. Mesmo assim, não passe nenhum pó perto do rosto do bebê e mantenha o recipiente fora do alcance das mãozinhas dele.

Não use amaciante nas roupas do bebê, preferindo apenas o sabão de coco.
Como evitar as brotoejas?
Mantenha a criança sempre fresquinha no calor, com roupas leves e largas. Embora não haja provas de que um tipo de tecido seja melhor que o outro, os dermatologistas preferem fibras naturais como o algodão, em vez de roupas sintéticas.

Sempre que o bebê estiver suando é sinal de que está com calor demais. Mantenha-o à sombra, num lugar arejado, e dê bastante líquido para ele não correr o risco de desidratar.
Evite o uso de amaciante na lavagem das roupas do bebê.
Preciso levar meu filho ao médico por causa da brotoeja?
Só se ela vier acompanhada de febre alta (acima de 39 graus Celsius), ou se a erupção não melhorar depois de três dias.

domingo, 18 de julho de 2010

Meu filho é bem pequeno mas já parece bravo. É possível que isso seja assim mesmo?


Sim, é possível, embora não seja a mesma raiva que os adultos sentem. Antes dos 6 meses, as crianças não chegam a ter variações de humor, tendendo simplesmente a chorar por fome, sede, cansaço, desconforto (fralda molhada ou suja, frio ou calor) e dor. Porém, à medida que crescem, novas emoções vão aparecendo, incluindo a frustração.

"É exatamente a partir daí que os limites precisam começar a ser colocados, pela própria segurança do bebê", afirma o médico Fábio R. Picchi Martins, que tem mais de 25 anos de experiência na área de pediatria. Segundo ele, se isso não ocorrer, "estamos condicionando a criança a ter suas solicitações sempre feitas dessa maneira (através do choro ou da birra)".

Ao contrário das crianças um pouco mais velhas, braveza e frustração em bebês costumam ser evitáveis ou facilmente contornadas.

Se o seu filho parece chateado com algum brinquedo, tente trocar por outro; e se ele ficou bravo porque você não o deixou brincar com seu celular, pegue-o no colo e leve até perto da janela para ver o movimento da rua. Há sempre uma boa chance de que uma mudança de atividade acalme a criança -- lembre-se de que, nesta idade, dificilmente um bebê permanece mais que cinco minutos com o mesmo brinquedo.

Outro problema que pode gerar alterações de comportamento é a falta de rotina. Atrasos no horário de dormir ou comer podem transformar qualquer anjinho na criança aparentemente mais brava do mundo.

E veja se naquele horário do fim da tarde, quando sempre dá a impressão de que tudo piora, o bebê não está se comportando mal por ter sido estimulado demais durante o dia ou ter tido o soninho encurtado pela presença de visitas na casa.

Sinais de frustração também tendem a aparecer quando o bebê está prestes a alcançar um novo marco de desenvolvimento, como sentar ou engatinhar, mas ainda não chegou lá.

Pode ser que ele tente pegar um brinquedo do outro lado da sala e não consiga, gerando algum tipo de reclamação, quer seja o choro ou uma cara muito brava!

Certifique-se apenas de que seu filho não está constantemente irritado porque isso pode ser sinal de cólica ou até outro problema que precisará de atenção médica especial. Vale a pena conversar com o pediatra se for algo que a esteja incomodando.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Assadura

Vou saber se meu filho está assado?
Sem dúvida. Certas áreas da pele que ficam cobertas pela fralda -- normalmente na área genital, nas dobrinhas das coxas e perto do ânus -- vão ficar vermelhas e irritadas. Às vezes as áreas afetadas têm um aspecto ressecado, outras vezes úmido, e também podem aparecer pequenas brotoejas.

Se a assadura comum não for tratada, pode se transformar em um problema mais sério -- como uma micose, como a candidíase, ou uma infecção bacteriana. As micoses por cândida (o mesmo fungo que causa o sapinho e a candidíase vaginal) são mais comuns em bebês que estejam tomando antibióticos. Essas drogas matam as bactérias "boas" que normalmente controlam a proliferação dos fungos. A micose causada pela cândida começa com pequenos pontinhos vermelhos, que vão se multiplicando até formar uma placa vermelha. As infecções causadas por bactérias provocam o surgimento de placas amareladas e espinhas de ponta amarela, e podem vir acompanhadas de febre.

Fique atenta também porque nem sempre a assadura acontece só na área da fralda. Especialmente em regiões quentes, e em bebês gordinhos, elas podem aparecer em outras dobrinhas, como no pescoço, embaixo do queixo.
Qual é a causa da assadura?
A principal causa é a umidade. Recém-nascidos fazem xixi o tempo todo, e também defecam com frequência. Nem as fraldas com o máximo poder de absorção conseguem tirar toda a umidade do contato com a pele do bebê, que é muito delicada. Se a troca de fralda demorar muito, é quase certo que haverá assadura. Mas o problema pode aparecer também mesmo com trocas frequentes e com todo o cuidado, dependendo da sensibilidade da pele de cada criança.

Bebês mais velhos podem acabar tendo assaduras em decorrência de mudanças na alimentação ou de diarréia.
Qual é o melhor tratamento para a assadura?
O melhor remédio é manter o bebê limpo e seco, com trocas frequentes de fralda. Se estiver calor, tente deixá-lo sem fralda por um tempinho, num lugar que seja fácil de limpar (prevendo o tamanho do desastre se ele fizer xixi ou cocô), ou durante uma soneca diurna. Tomar um pouco de sol na área afetada ajuda na cicatrização -- mas só o sol de antes das 11h e depois das 16h, e por uns 15 minutinhos.

Experimente também trocar a marca da fralda descartável, ou então de sabão no caso de fraldas de pano (lembrando que os médicos costumam recomendar, nesta fase, usar sabão de coco). Isso eliminará o problema se a causa principal for alérgica.

Uma assadura normal tem de melhorar depois de cerca de dois dias de tratamento comum, com os cremes tradicionais usados para prevenir a irritação (normalmente à base de óxido de zinco, vitaminas A e D, lanolina, calêndula e óleos). Não use pomadas com corticóides sem falar com o médico.
Se depois desse período de dois dias a assadura não tiver ido embora, ou tiver piorado, fale com o pediatra, pois deve haver algum outro tipo de infecção, fúngica ou bacteriana, que exija tratamento específico.
Como posso prevenir as assaduras?
A melhor defesa contra a assadura é um bumbum sequinho. Siga cinco passos básicos:

• Troque a fralda do bebê assim que possível, se ela estiver encharcada ou com cocô.

• Limpe a área dos órgãos genitais do bebê com cuidado depois de cada cocô, e deixe-a bem seca antes de fechar a fralda.

• Passe uma fina camada de pomada antiassadura no bumbum do bebê, como as de óxido de zinco. Não use talco -- ele pode ser aspirado pelo bebê e ir para os pulmões.

• Não aperte demais a fralda. É preciso deixar espaço para o ar circular e a pele do bebê poder respirar.

• Evite o uso de amaciante nas roupas do bebê.

• Quando seu filho começar a comer alimentos sólidos, não dê muitas novidades ao mesmo tempo. Assim fica mais fácil perceber se a assadura se deve a alguma alergia alimentar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O bebê recém-nascido




Como seu bebê está crescendo
O bebê passa a maior parte da primeira semana fora do útero acostumando-se ao novo ambiente. Depois de nove meses dentro do aconchego da barriga, tanto espaço, luz e barulho são grandes novidades, por isso certas crianças gostam de ser "embrulhadas" ou enroladas em mantas como se fossem um charutinho enquanto se adaptam.

Os braços e as pernas parecem um pouco curtos porque ainda estão um pouco encolhidos, mas vão se soltar à medida que seu filho se acostumar ao novo espaço para esticá-los.

A visão do recém-nascido é um tanto embaçada. Ele só consegue enxergar bem a uma distância de cerca de 45 centímetros, então mantenha seu rosto próximo quando o bebê estiver acordado, assim ele poderá admirar seu objeto preferido com mais nitidez.

A criança observa a mãe e o pai o tempo todo, memorizando seus traços e aprendendo a reconhecer suas vozes.

O nível de atenção do bebê ainda é bem pequeno, e a tarefa de se ambientar ao mundo externo ao útero já é estímulo suficiente para as próximas semanas. Não exagere, mas um móbile sobre o berço não fará mal e servirá para distraí-lo.

sábado, 29 de maio de 2010

Você depois da chegada do bebê




Como vou me sentir nos momentos logo depois do parto?
Pode ser que você fique incrivelmente feliz, com um sentimento de plena satisfação física, mental e emocional. Pode ser que você fique exausta, dolorida, aérea, decepcionada e até deprimida. Ou você pode ficar em qualquer ponto entre esses dois extremos.

Todos esses estados são absolutamente normais. Lembre-se de que você está se recuperando de um enorme esforço físico, no caso de um parto normal, ou de uma cirurgia abdominal, no caso de uma cesárea. Tenha paciência e dê ao seu corpo tempo para descansar e recuperar as energias. O descanso e o apoio da família costumam ser suficientes para que as mulheres voltem à ativa bem rápido.

Que mudanças físicas meu corpo vai sofrer imediatamente depois do parto?
Assim que o bebê nasce, muitas das mudanças graduais por que seu corpo passou durante a gravidez começam a se desfazer, só que num ritmo muito mais rápido. Por isso, você perceberá vários sinais físicos:

• Você vai ter um sangramento vaginal parecido com a menstruação. Nos primeiros dez dias o fluxo será semelhante ao dos dias mais intensos do período menstrual, e depois ele vai se transformando numa secreção amarronzada, que pode durar até seis semanas. O excesso de atividade pode aumentar a intensidade do sangramento.

• Seu útero vai voltar rapidamente ao tamanho e à posição normal. Para isso, ele vai se contrair, processo que é acelerado pela amamentação. Você pode sentir cólica quando der de mamar: os hormônios estimulam as contrações do útero. A intensidade dessas cólicas aumenta a partir do segundo filho. O sangramento também pode ser mais forte nesses momentos, por isso use um bom absorvente.

• A vagina vai retomar o vigor muscular normal, e os músculos do assoalho pélvico vão voltar para perto da posição anterior. (Leia mais sobre como a vagina se recupera do parto.) Você pode colaborar para o processo fazendo exercícios para os músculos pélvicos.

• Pequenas lacerações e cortes no útero, na vagina e no períneo (a área entre a vagina e o ânus) cicatrizam rápido; a episiotomia, um corte cirúrgico feito na hora do parto normal para facilitar a passagem do bebê, pode demorar mais tempo. Os pontos, tanto na região vaginal como de cesariana, podem ficar doloridos por semanas.

• Logo depois do parto, os seios ainda ficam macios, pois só estão produzindo um pouco de colostro (o líquido meio transparente que protege a saúde do bebê). Depois de três ou quatro dias o leite vai "descer", e suas mamas vão ficar quentes, inchadas e sensíveis. No começo, seus mamilos também podem ficar doloridos, e os primeiros segundos de cada mamada podem ser desconfortáveis. Essa sensação costuma melhorar depois do quinto dia.

• Sua barriga vai ficar flácida e enrugada, e a cintura simplesmente não existirá. Você ainda vai estar carregando boa parte do peso que ganhou durante a gravidez. Muito provavelmente vai ter de usar as roupas de grávida por um certo tempo.

• A dor nas costas e as hemorróidas podem continuar importunando você.

• Você pode ficar com estrias nos seios, na barriga e nas coxas.

• Seus tornozelos e pés vão inchar mais ainda, depois do parto, antes de começar a desinchar, num processo que pode levar cerca de dez dias. Quanto menos você descansar, mais tempo vai demorar para desinchar.

• Se você fez uma cesárea, provavelmente vai sentir dor para sentar e levantar da cama, ou se ficar muito tempo em pé.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Amamentação para iniciantes

Por que o aleitamento materno é melhor?

O leite materno é o melhor alimento para seu filho por uma série de motivos. Estudos já mostraram que o aleitamento exclusivo (sem alimentos complementares) por, pelo menos, três meses pode ajudar a prevenir a gastroenterite em bebês, por exemplo. Se o aleitamento exclusivo se estender por ao menos quatro meses, é possível diminuir o risco de a criança ter problemas respiratórios e otites.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo brasileiro recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida das crianças, e a manutenção do leite materno na alimentação até 2 anos de idade ou até mais.

O leite materno é uma fonte alimentar completa: contém todos os nutrientes de que seu filho precisa (são ao menos 400 deles), incluindo hormônios e anticorpos que não estão presentes nas fórmulas de leite em pó. O mais incrível é que o conteúdo nutricional do leite materno vai se ajustando às necessidades do bebê à medida que ele cresce. Outro ponto fundamental é que o leite materno ajuda a construir a relação entre você e seu filho. Ao amamentar, existe um contato único do bebê com sua pele, seu cheiro e seu aconchego.

Preparando-se para amamentar
O seu próprio corpo é o principal responsável pela preparação dos seios para a amamentação, portanto o mais importante mesmo é preparar seu espírito. Para isso, o melhor a fazer é se informar o máximo possível sobre o assunto antes de o bebê nascer.

Como amamentar
Dar de mamar pode levar de meros sete minutos a até 40, então certifique-se de escolher um local bem confortável antes de começar. O ambiente é muito importante, especialmente nos primeiros dias da amamentação, quando você ainda está se adaptando e aperfeiçoando a técnica. Se você é do tipo de pessoa que se distrai fácil, procure um lugar mais tranquilo para sentar. Por outro lado, caso ache que vai ficar entediada na solidão, sente-se na frente da televisão. O ideal é ir testando diferentes locais da casa até achar um que funcione para você.

Segure o bebê de modo que seus braços e suas costas não fiquem doloridos. Tenha travesseiros e almofadas (não precisam ser necessariamente especiais para amamentação) por perto. Encontre uma posição boa para você e para o bebê antes de iniciar. Preste atenção em como estão seus seios depois que a boquinha do bebê encaixou.

A "pega" (diz-se "péga") correta requer que o bebê abocanhe o mamilo e uma boa parte da aréola. O ideal é que não sobre quase nada de "cor" fora da boca do bebê. Se estiver doendo, interrompa a mamada colocando o dedo mínimo entre a gengiva da criança e o mamilo, para desfazer o vácuo, e comece de novo. Uma vez que a boca do bebê esteja bem encaixada, ele se encarregará do resto.

VAMOS AMAMENTAR ...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é comum?

Acredita-se que cerca de 10 por cento das mulheres sofra de depressão pós-parto, embora uma recente pesquisa da Royal College of Midwives, do Reino Unido, tenha indicado que o número possa ser bem maior. De acordo com o estudo, 27 por cento das mulheres com filhos de menos de 1 ano de idade disseram ter passado por algum tipo de tratamento para a depressão pós-parto.

Depressão pós-parto não é a mesma coisa que uma espécie de melancolia, também conhecida como "baby blues", ou "blues puerperal", que geralmente tem início poucos dias depois do parto e provoca tristeza, preocupação, nervosismo e vontade de chorar. É possível que as enormes mudanças hormonais da gestação sejam responsáveis por esses sintomas, que tendem a desaparecer em questão de dias.

Mas, então, o que é a depressão pós-parto?
A depressão pós-parto é bem mais séria do que uma melancolia passageira. Enquanto a maior parte das mães consegue superar aquela tristeza inicial e passa a curtir seus bebês, uma mulher com depressão pós-parto fica cada vez mais ansiosa e tomada por sentimentos desagradáveis.

Em alguns casos, a mãe já estava deprimida mesmo antes do nascimento da criança, e simplesmente continua a ter os mesmos sentimentos. Para outras mulheres, no entanto, a depressão começa semanas ou até meses após o parto. O que parecia ser um prazer aos poucos começa a parecer um fardo, e a vida de certas mulheres chega a ficar paralisada.

Sintomas
Veja a seguir uma lista dos sintomas mais comuns da depressão pós-parto. Ter alguns deles vez ou outra não necessariamente indica um quadro de depressão, já que a maternidade é mesmo cheia de altos e baixos! Caso você tenha com frequência vários dos sintomas descritos, comente com seu ginecologista ou clínico geral ou procure a ajuda de um profissional especializado. Não tenha medo de ser julgada e muito menos de ser taxada de má mãe.


• Tristeza constante, especialmente na parte da manhã e/ou à noite

• Sensação de que não vale a pena viver e de que nada de bom vem pela frente

• Sensação de culpa e de responsabilidade por tudo

• Irritabilidade e falta de paciência com parceiro e filhos

• Choro constante

• Exaustão permanente, acompanhada de insônia

• Incapacidade de se divertir

• Perda do bom humor

• Sensação de não conseguir lidar com as circunstâncias da vida

• Enorme ansiedade em relação ao bebê e busca constante por garantias, por parte de profissionais de saúde, de que ele está bem

• Preocupação com sua própria saúde, possivelmente acompanhada pelo temor de ter alguma doença grave

• Falta de concentração

• Sensação de que o bebê é um estranho e não seu próprio filho


Além dos sintomas mencionados acima, é possível também vivenciar:

• Perda de libido

• Falta de energia

• Problemas de memória

• Dificuldade para tomar decisões

• Falta ou excesso de apetite

• Noites de sono interrompido

Existem mulheres mais propensas a ter depressão pós-parto?

Os especialistas ainda não sabem exatamente por que certas mulheres ficam deprimidas e outras não. Porém há certas situações que parecem aumentar o risco de uma depressão pós-parto. São elas:

• Já ter passado por uma depressão antes

• Depressão durante a gravidez

• Parto difícil

• Perda da própria mãe na infância

• Parceiro ou família ausentes

• Nascimento de um bebê prematuro ou com problemas de saúde

• Problemas financeiros, de moradia, desemprego ou perda de um ente querido

Qual é o tratamento?

Remédios
Existem certos remédios que realmente podem ajudar num quadro de depressão pós-parto. Muitas pessoas acreditam erroneamente que antidepressivos provoquem dependência, o que não é verdade. O principal problema de tais remédios é que muita gente não os toma da maneira correta.

Esse tipo de tratamento exige disciplina com horários e costuma levar algumas semanas para fazer efeito. Não desista por achar que ele não está melhorando em nada sua situação. Lembre-se de que demora um pouco para que seu corpo se adapte à medicação, e tenha em mente que às vezes a dose ou o tipo do remédio precisam de ajustes conforme a reação do organismo. Não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico antes, mesmo se achar que já está melhor, porque a depressão pode voltar de repente.

Também não se preocupe se estiver amamentando, já que há no mercado remédios compatíveis com o aleitamento materno.

Terapia
Conversar com alguém treinado para lidar com o que você está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia já é suficiente para reverter o quadro, embora, muitas vezes, haja também a necessidade de associar ao tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos). Não se intimide em procurar ajuda especializada e encare isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que você possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser.

Há algo que parentes e amigos possam fazer?

Conviver com alguém deprimido pode ser assustador, por isso é importante que a família tenha a orientação de um profissional de saúde para que ele explique melhor o quadro e aconselhe sobre a melhor forma de agir. Uma vez que todos saibam que se trata de depressão pós-parto -- um problema real, e não "frescura", mas que tem tratamento --, a família toda tende a se sentir melhor. O importante é lembrar que a depressão é um estadopassageiro.

Se sua mulher/mãe/irmã/amiga está deprimida, veja abaixo algumas maneiras que podem ajudá-la a enfrentar esta fase:

• Certifique-se de que ela está tomando o remédio como o médico orientou e de que esteja indo às consultas médicas (ou à terapia)

• Caso ela não queira tomar remédios, procure tentar convencê-la a falar com um médico sobre outras alternativas

• Acompanhe-a ao médico caso ela esteja relutante em ir por conta própria

• Não dê conselhos do tipo "deixa disso" ou "vê se melhora o astral". Ela certamente se comportaria de maneira diferente se conseguisse, se dependesse da vontade dela!

• Auxilie, se puder, com as tarefas domésticas ou mesmo com o bebê, mas, por outro lado, não assuma tudo o que diz respeito à criança

• Faça companhia caso ela tenha medo de ficar sozinha

• Lembre-a o tempo todo de que tudo melhorará e que a tristeza vai passar

• Se se trata de sua companheira, procure tratá-la como mulher, e não somente como a mãe do seu filho

O que posso fazer por mim mesma?

Tente manter uma alimentação saudável. Caso não tenha apetite, procure fazer pequenas refeições regularmente -- o café da manhã é especialmente importante. Consuma alimentos ricos em energia, como pães, cereais, macarrão e arroz, além de muitas frutas e verduras. Não há nada de errado em comer chocolate, se este for o seu desejo, mas só não exagere na dose.

Descanse bastante. Durma, se conseguir, ou simplesmente relaxe. Se alguém puder cuidar do bebê para você, aproveite para tirar uma soneca durante o dia ou escolha uma boa leitura e curta alguns momentos de preguiça.

Não seja dura consigo mesma. Você está doente e precisa de tempo e espaço para se recuperar. Não se sobrecarregue de tarefas domésticas que não sejam urgentes e adie as "grandes" decisões por enquanto. Permita-se alguns mimos e, aos poucos, você sentirá a diferença.

Será que vou ter depressão pós-parto com meu próximo filho?

É possível, já que histórico de depressão é um dos fatores que podem influenciar na incidência de uma depressão pós-parto. Existem inúmeras mulheres, no entanto, que tiveram depressão com um filho e depois não voltaram a ter problemas. Pense que, se a depressão voltar a atingi-la, pelo menos você já terá aprendido a lidar melhor com ela e saberá como usar a ajuda de familiares, amigos e médicos. Além disso, você não será pega tão de surpresa e poderá procurar ajuda mais cedo. Vale a pena conversar sobre o assunto com o obstetra ainda durante a gravidez.

Há como prevenir a depressão pós-parto?

Não se sabe ao certo. O que se sabe é que uma mulher que conte com bastante apoio durante a gravidez tem mais chances de encarar a maternidade com confiança e segurança. Assim sendo, quando engravidar de novo, faça o máximo para durante os nove meses se cuidar bem, aceitar toda a ajuda do mundo, fazer alguma atividade física e reduzir os níveis de estresse.

Há médicos que defendem o uso de injeções de progesterona depois do parto como forma de reduzir o risco de depressão. As provas científicas quanto a isso não chegam a ser sólidas, mas converse com o seu ginecologista para saber se é algo que vale a pena considerar no seu caso.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Depressão na gravidez

Você pegou o resultado positivo no teste de gravidez e já contou a boa nova para todo mundo. A partir daí, a cada novo telefonema, você ouve: "Parabéns! Você deve estar superfeliz!". Claro, você está feliz de ter ficado grávida, mas, mesmo assim, não se vê tão nas nuvens quanto seria de esperar. E, para falar a verdade, às vezes se sente até bem triste, o que piora a situação, pois gera culpa e, consequentemente, deixa você mais deprimida. Você acha que é a única a se sentir assim? Não é mesmo, de jeito nenhum. Muitas mulheres preferem esconder a tristeza na gravidez para não passar uma má impressão aos outros.

Sintomas de depressão

Para algumas mulheres, a gravidez não é necessariamente uma época feliz -- cerca de 10% delas têm crises de depressão nessa fase.
Socialmente, podemos até tentar mascarar sentimentos negativos, por acreditar que a gestação deveria ser só um período de alegrias, ou por imaginar que a tristeza não passa de mais uma daquelas famosas variações de humor que geralmente afetam as grávidas. Mas depressão clínica pode ser um problema sério e deve ser tratado.
A depressão pode afetar você tanto no aspecto emocional quanto no físico, além de alterar a forma como você se comporta.

Veja alguns sintomas que costumam caracterizar a depressão:

• estado depressivo freqüente
• incapacidade de manter a concentração
• ansiedade
• irritabilidade
• distúrbios do sono (insônia ou sono constante)
• fadiga
• excesso ou falta de apetite
• sensação de que nada é gostoso ou vale a pena na vida

Se você estiver se sentindo assim, vale a pena conversar com o obstetra nas consultas de rotina. Ele deve descartar a possibilidade de você estar com hipotireoidismo, uma disfunção da tiróide que pode ter sintomas semelhantes aos da depressão.

Quais as causas da depressão?

Antigamente acreditava-se que os hormônios da gravidez serviam como uma espécie de "proteção" contra a depressão, já que muitas mulheres têm uma sensação de bem-estar emocional nessa fase. O que se sabe hoje, porém, é que as mudanças e o estresse da gestação, além da carga de cuidar de outros filhos em muitos casos, podem tornar as mulheres especialmente vulneráveis a esse problema psicológico.

Se sua vida já estava sobrecarregada e não exatamente perfeita antes mesmo da gravidez, você fica ainda mais suscetível a uma depressão ao engravidar. Uma das causas de depressão durante a gravidez, por exemplo, está ligada a dificuldades nos relacionamentos amorosos (ou à falta de um).

Outras causas mais comuns são:

• Histórico familiar ou pessoal de depressão

Se você tiver histórico familiar de depressão ou se já teve crises depressivas no passado, é possível que seja mais propensa à depressão. Esse histórico, no entanto, coloca você mais em risco de depressão pós-parto que de depressão durante a gestação em si.

• Circunstâncias de vida estressantes

Você vai se mudar por causa da chegada do bebê? Está tendo problemas no trabalho? Não sabe como acomodará o recém-nascido? O dinheiro está curto? Você perdeu alguém da família há pouco tempo? Qualquer grande mudança de vida pode causar depressão.

• Problemas com a gravidez

Uma gestação complicada ou de alto risco tende a ter também uma conseqüência emocional. E, se você não estava planejando engravidar neste momento da sua vida, isso certamente afeta o modo como você se sente.

• Complicações em uma gestação anterior

Experiências anteriores de gravidez e parto certamente influenciam a maneira como você encara a gestação atual. Pesquisas mostram que complicações anteriores estão associadas à depressão pré-natal da gravidez seguinte.

• Problemas de fertilidade ou perda do bebê em uma gestação anterior

Se engravidar foi um enorme sacrifício ou se você já teve um aborto espontâneo no passado, é possível que desta vez esteja se preocupando com a segurança da gestação.

• Violência (no passado ou no presente)

Por incrível que pareça, a gravidez pode deflagrar a violência doméstica ou até agravá-la. Além disso, ela pode trazer à tona dolorosas lembranças de violência emocional, verbal, física ou sexual que a mulher tenha sofrido. O corpo está mudando a um ritmo totalmente fora do controle da mulher, algo que pode desenterrar problemas esquecidos lá no fundo da alma. É importante que você converse com seu médico sobre isso, para que possa receber orientações, recomendações e, principalmente, ajuda especializada.


Como lidar com a depressão
Procure se dar um tempo.

Resista ao impulso de fazer o maior número de coisas antes do nascimento do bebê. Você pode achar absolutamente imprescindível terminar o quartinho, arrumar a casa ou trabalhar muitas horas extras antes da licença-maternidade, mas saiba que não é. Coloque-se no topo de sua lista de prioridades. Lembre-se de que depois, com um bebê em casa, o tempo para você mesma será menor. Saia bastante, encontre suas amigas, viaje, vá ao cinema, coma fora ou fique à toa em casa. Cuidar de você é uma parte essencial dos cuidados com o bebê lá dentro do útero.

• Faça algum tipo de atividade física.

Embora não seja a hora de iniciar um intenso programa de exercícios, a atividade física pode ajudar a melhor seu humor, e é uma forma reconhecida de tratar depressões moderadas. Natação, hidroginástica e caminhadas são exercícios seguros para a gestação. Informe-se sobre os tipos de exercícios recomendados para durante toda a gravidez e tente praticá-los três vezes por semana.

• Desabafe.

Mantenha a comunicação entre você e seu parceiro aberta e sincera. Você precisa do apoio dele. Se não tiver um companheiro, procure amigos e familiares em quem possa confiar e com quem possa se abrir.

• Considere a possibilidade de fazer terapia.

Peça recomendação ao médico ou a amigos e conhecidos para encontrar alguém com quem se sinta à vontade. Se o estado depressivo já dura algum tempo, pode ser que você tenha que tomar algum remédio específico e seguro para grávidas.

Quando se preocupar

Caso você tenha pensamentos suicidas, ataques de pânico ou esteja incapacitada de lidar com as responsabilidades diárias, procure seu médico imediatamente. Lembre-se de que o desenvolvimento fetal poderá ser afetado se você não estiver conseguindo cuidar de você mesma e se alimentar adequadamente.

Não é sinal de fraqueza buscar ajuda de um terapeuta ou psiquiatra. A atitude só mostra que você é uma mãe cuidadosa, disposta a tomar todas as decisões necessárias para manter sua própria saúde e a do bebê em dia.

O que vai acontecer uma vez que o bebê nasça?

Pesquisadores acreditam que há ligação entre a depressão durante a gravidez e a depressão pós-parto, o que não significa que se você teve uma necessariamente terá a outra.

O importante é contar com uma boa rede de apoio durante a gravidez -- constituída de amigos, família, seu parceiro, seu médico ou um terapeuta --, assim, se você vier a precisar depois do parto, ela estará pronta para auxiliá-la.

Variações de humor

Por que a gravidez me deixa com tantas alterações de humor?

Você se sente ótima em um minuto e no outro está em prantos? Bem-vinda ao clube! As variações radicais de humor e estado de espírito são bastante comuns durante a gravidez.

Os especialistas acreditam que a progesterona e o estrogênio -- os hormônios femininos que regulam o ciclo reprodutivo -- sejam parcialmente responsáveis por isso, mas, o fato é que grande parte dessas alterações é simplesmente causada pelas enormes mudanças relacionadas à gestação. Pode ser que de uma hora para a outra você passe da alegria de ter um filho à pergunta: "O que foi que eu fui fazer com minha vida?".

Mesmo quando a gravidez é bem planejada, muitas mães vêem-se tomadas por preocupações em relação ao futuro, ao relacionamento com o parceiro ou às responsabilidades financeiras que vão aumentar.

Alguns efeitos físicos da gestação, como azia, cansaço e vontade frequente de fazer xixi também acabam mexendo mais com suas emoções.

Em qual estágio da gravidez as variações de humor acontecem com mais frequência?

Elas costumam ser mais pronunciadas nas 12 primeiras semanas e tendem a diminuir à medida que seu corpo se adapta ao bombardeio hormonal a que é submetido. Mas no finalzinho da gravidez, com a ansiedade da aproximação da "hora H" do parto, as lágrimas podem voltar a ser suas companheiras fiéis.

Dá para "administrar" tamanha variação de sentimentos?

Essas variações fazem parte da experiência de se estar grávida. A consciência de que você está se comportando conforme o esperado (e conforme ditam seus hormônios) talvez sirva para aliviar um pouco da culpa por tantos altos e baixos.

Não seja dura demais com você mesma. Faça alguma atividade prazerosa, e não deixe de conversar com amigos e familiares sobre o que você está sentindo. A gravidez muda a vida das pessoas, e até as mulheres que sempre tiveram como objetivo ser mãe passam por momentos de irritabilidade, vulnerabilidade e ansiedade.

Tente se preservar um pouco. Fique longe do noticiário trágico, especialmente se ele envolver crianças. Você pode se surpreender como uma história que antes passaria batida pode deixá-la profundamente abalada.

As variações de humor podem ser sinal de outra coisa?

Se você acha que essas alterações são mais do que melancolias temporárias, talvez seja o caso de consultar um terapeuta. Cerca de 10 por cento das grávidas sofre de depressão moderada.

quarta-feira, 17 de março de 2010

DOR

Quando chega a hora daquele que em meu ventre, maduro se encontra, nos deparamos com inúmeros obstáculos que juntos iremos passar.
Já não basta a dor da separação, depois de nove meses junto, compartilhando o que em nós existe.

Passamos por privações, farturas, alegrias e tristezas.
Compartilhei o que de melhor existia em mim, para que a vida fosse reproduzida.

Chego ao local que me aguarda e, assustada estou por ser um mundo fechado e inacessível.

Entrego os meus pertences, me deixam nua. Visto uma "comum" e perco a identidade. Separam-me dos que me dão segurança. Sou chamada por um número de leito, um procedimento ou simplesmente "mãezinha", quando carrego no ventre alguém que não verá a luz do mundo. Entro num processo de solidão e muda, apenas me conduzem.

Toquem menos onde me dói tanto. Segurem minha mão que estendida encontra o vazio de mãos que não me atendem.

Matem minha sede de água e atenção.
Enxugem minhas lagrimas de dor e solidão.

Falem do meu filho e de como estamos. Não me deixem só, pois estou com medo.

Se é o meu primeiro, acham que sou jovem o suficiente para tê-lo. Quando mãe de muitos filhos, chamam-me de fraca e questionam "por que teve tantos?".

Nunca me comporto bem. Sinto-me impotente com tantas exigências.

Se meu filho custa a nascer na sala, sou a responsável por não ter mais forças. Sinto-me cansada, impotente e responsável naquilo que não der certo.

Tenho os filhos que amei e desejei, como também tenho os que não planejei. Sou traída por aquele com quem divido o leito e não respeita os limites da natureza.

Quero ser livre para ter meu filho, pois sei que sou capaz de tê-lo. Soltem as algemas que me prendem ao leito, para que eu possa soltar o corpo que ativamente se cobre de luz para dar a luz.

Quero ser apenas amada e respeitada. Que seja tirado dos meus ombros o peso do Edem, quando, no entardecer dividi com meu companheiro o suor do rosto e a dor do parto.


Gerusa Amaral de Medeiros
Enfermeira formada pela UnB, com especialização em Educação Sexual. Leciona e atua como enfermeira em Brasília, D

terça-feira, 16 de março de 2010

REJEIÇÃO


Palavra forte, mais que na gestação sempre acontece.
Tem aquele que sofre a rejeição da gestante, como o seu parceiro que se sente trocado rejeitado pelo fato dela não estar disposta para a relação sexual, e ate mesmo pela alteração do hormônio.
Tem a rejeição ao contrario que é do seu parceiro ( MEU CASO ) o que se senti não sei disser bem, mais parece que foi roubado a sua liberdade ao saber que a sua parceira esta grávida, e ao invés de ficar ao lado dela para viverem a gestação juntos, prefere a deixar sozinha e seguir a sua vida normalmente.
Tem também a rejeição familiar aqueles que a família não esta preparado para ajudar psicologicamente a gestante, ou ate mesmo ao entender que o filho engravidou a namorada, ou uma pessoa que estava tendo uma relação aberta, acho que a rejeição familiar é mais dolorida pois tem pais que colocam ate a filha grávida na rua, graças a deus meus pais me acolheram como nunca imaginava que fossem fazer.
Somente quem vive uma gestação assim sabe, ou entende o que quero disser, é ruim saber que esta sozinho é péssimo estar sozinho.
Andei lendo um pouco sobre o assunto na internet mais gostaria de saber mais sobre, hoje eu sinto que deus esta comigo para o que der e vier, ele não vem quando acha que tem que vir, ele esta dentro de mim, alem do mais estou gerando um anjo de luz que vai vir a esse mundo cruel para tentar fazer algo de melhor.
E digo a minhas amigas que sofrem com a gestação sozinha como eu, que se apeguem com deus somente ele suprirá o vazio do seu coração, e homem nenhum um dia vai conseguir suprir.